Cesar Morais

Moda que move Pernambuco: o Agreste que gera empregos, renda e transformação social

Com mais de 32 mil empregos formais, a indústria da moda e confecção ocupa hoje a segunda posição na geração de empregos industriais em Pernambuco, ficando atrás apenas da agroindústria. Concentrado no Agreste — especialmente em Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe — o setor segue em crescimento, com 2.478 novas contratações entre 2024 e outubro de 2025, segundo o Novo Caged. Formado majoritariamente por pequenos negócios, o Polo de Confecções reúne 6.413 indústrias, das quais 99,3% são MEIs, MEs e EPPs. É nesse cenário que a moda se consolida não apenas como atividade econômica, mas como ferramenta de inclusão social e geração de oportunidades. Espaços como o Moda Center Santa Cruz, a tradicional Feira da Sulanca de Caruaru e a Feira do Jeans de Toritama são pilares desse ecossistema, conectando produção, atacado e novos mercados em todo o Brasil. Histórias como a de Clea Jaci da Silva, da Ondas Moda Praia, simbolizam essa transformação. De uma infância marcada por dificuldades, ela construiu um negócio sólido que hoje gera empregos, renda e inspiração. Já empreendedores como Paulo Cesar Valeriano Silva, de Caruaru, mostram como iniciativas como a Rodada de Negócios da Moda em Pernambuco ampliam mercados e fortalecem marcas locais. Com programas como o Caruaru Moda Mundo, consultorias do Sebraetec, incentivo à inovação e parcerias estratégicas com plataformas de e-commerce, o Sebrae/PE segue impulsionando um setor que veste Pernambuco e transforma vidas.

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